22 dezembro 2011

Do menino Jesus ao consumismo desenfreado

Por Reinaldo Canto*

Qual será o real símbolo do Natal? O presépio em celebração ao nascimento de Jesus Cristo ou a profusão de sacolas de compras que algumas pessoas mal conseguem carregar?

Seriam as canções tradicionais, a trilha essencial do Natal ou os jingles comerciais e as vozes dos locutores nos centros de compras anunciando mais uma oferta “imperdível”?

São questões de fácil resposta. Basta observar as lojas entupidas de pessoas entregues a busca desenfreada por produtos e quinquilharias de todos os gêneros e preços.

Graças a esse estado de coisas, as nossas cidades são testemunhas do arrefecimento nas condições do tráfego, as metrópoles sentem uma piora considerável no trânsito já caótico e os cristãos, ou melhor dizendo, consumidores, de tão ávidos, ansiosos e impacientes para se livrar da tarefa de aquisição de produtos, se tornam agressivos e muitas vezes irracionais.

Do ponto de vista da sustentabilidade, esse é um momento bastante preocupante. Difícil estabelecer qualquer critério de consumo consciente quando o que importa é preencher a lista de compras. Nesse caso os produtos são escolhidos sem muita reflexão e o fato de consumir de empresas social e ambientalmente responsáveis e até mesmo algo que seja prejudicial à própria saúde humana fica relegado a um triste segundo ou terceiro plano. Nessa hora, o que importa é, simplesmente, comprar!

Essa época do ano deveria ser propícia ao congraçamento, à paz e a harmonia entre os homens, afinal representam algumas das bases defendidas pelo Cristianismo. Ao invés disso, somos inundados por um clima estressante e até mesmo beligerante. E, ao mesmo tempo em que se escolhem os melhores presentes para entes queridos, também é preciso achar algo para aqueles “não tão queridos” para dizer o mínimo. Do cunhado insuportável à sogra ranzinza, ao colega de trabalho pouco colaborativo, todos devem ser contemplados. Afinal, as convenções têm de ser respeitadas independentemente da vontade e do comprometimento financeiro advindos dessas despesas.

Consumo Consciente do Dinheiro e do Crédito

Até mesmo aqueles que durante todo o ano buscam manter o controle de suas contas e, dessa maneira, deixar a vida financeira gozando de boa saúde, ao chegar dezembro abandonam todo esse esforço e bom senso. Pois entram em cena as “inadiáveis e urgentes” compras de Natal!

Muita gente se torna refém de uma engrenagem de consumo insana e me parece distante do próprio espírito do Natal. Alguns poderão alegar, em defesa dessa tradição, a cena dos três Reis Magos adentrando a manjedoura para deixar suas oferendas em homenagem ao nascimento do menino Jesus. Mas pelo que se conhece dessa história bíblica, isso foi só quando Ele nasceu, e não temos registro de novos regalos oferecidos pelos Reis Magos ao longo dos 33 anos de existência terrena de Jesus Cristo.

Difícil ir contra a corrente quando a própria presidenta Dilma Rousseff apelou aos brasileiros para irem às compras e dessa maneira manter o mercado aquecido.

Mas será mesmo não ser possível outro comportamento? Faltam poucos dias para o Natal, a maior parte das compras já foi realizada, mas é sempre bom lembrar que consumir conscientemente é, entre outras coisas, evitar os exageros, as compras por impulso, optar pelos produtos de empresas social e ambientalmente responsáveis e sempre que possível evitar o uso das desnecessárias embalagens.

É importante lembrar também que muitas vezes o simples encontro entre pessoas que se gostam e sinceras demonstrações de amor, carinho e amizade são suficientes para preencher o espaço de um presente.

Tenha certeza que, no longo prazo, a sustentabilidade humana no planeta dependerá mais do afeto entre as pessoas do que de um mercado aquecido! Que tal propor um amigo secreto?

Pelo sim ou pelo não, com ou sem presentes desejo a todos um Feliz Natal e um ótimo 2012!

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.


Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/do-menino-jesus-ao-consumismo-desenfreado/?autor=599

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
site: www.ecocanto21.com.br
email: reicanto@uol.com.br
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto

09 dezembro 2011

Brasil é o quinto país que mais investe em energia renovável

Por Reinaldo Canto*

O relatório da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (a Unctad), coloca o Brasil numa posição de destaque em relação à produção de energias renováveis. O país ocupa agora a quinta posição entre os que mais investiram em energias limpas. O montante no ano passado atingiu a marca de US$ 7 bilhões valor ainda distante dos primeiros colocados nesse ranking.

Só a China atingiu o valor recorde de US$ 49 bilhões nos investimentos em energias renováveis em 2010, depois dela a Alemanha com pouco mais de US$ 41 bilhões, os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões) completam os primeiros.

Se o investimento crescente em energias limpas e renováveis é algo obviamente digno de comemoração, não podemos esquecer que ele está ocorrendo também em virtude da demanda que não para de crescer. É importante deixar claro que energia renovável não é sinônimo de energia “não impactante”. Isso significa que, como em qualquer instalação de parque energético, as renováveis também causam impactos ambientais.

A energia eólica é um bom exemplo. Entre seus diversos estágios para a sua implementação estão: a fabricação das pás eólicas; o transporte de todos os equipamentos necessários até o seu respectivo local de instalação; a montagem do parque e de todas as linhas de transmissão que vão chegar ao consumidor final. São inúmeros impactos todos eles trazendo conseqüências ambientais e sociais.

Agora, voltando ao caso brasileiro, o relatório elogia o fato do país ser um dos únicos a ter fixado uma meta de atingir 75% de sua eletricidade proveniente de energias renováveis até 2030. Mas o estudo deixa claro que o Brasil atua fundamentalmente nos setores já consolidados, como biocombustíveis e hidrelétricas, deixando as chamadas opções mais modernas, como eólica e solar, sem o mesmo empenho e atenção, apesar do nosso enorme potencial disponível.

Os investimentos mundiais em energias renováveis subiram dos US$ 33 bilhões em 2004 para expressivos US$ 211 bilhões no ano passado um salto de 539,4%, sendo o crescimento médio anual de 38%. O relatório alerta para a necessidade de ainda serem feitos maciços investimentos no setor energético renovável, notadamente nos países em desenvolvimento, carentes de energia e de urgentes investimentos para a melhoria da qualidade de vida de suas populações.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasil-e-o-quinto-pais-que-mais-investe-em-energia-renovavel/

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
site: www.ecocanto21.com.br
email: reicanto@uol.com.br
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto

24 novembro 2011

O JORNALISMO A SERVIÇO DA ECONOMIA VERDE

Por Reinaldo Canto*

A economia, ao longo do tempo, tem sido a grande propulsora do desenvolvimento humano. Desde as chamadas “descobertas” marítimas de alguns séculos atrás, impulsionadas pelas trocas comerciais e a atual febre de consumo na incessante busca por novidades tecnológicas, para ficar em dois exemplos, foram no passar dos anos exercendo uma pressão crescente sobre os recursos do planeta e fazendo surgir problemas desconhecidos no passado, caso mais emblemático do aquecimento global.

Já que o desequilíbrio na utilização desses recursos e a consequente insustentabilidade dos padrões de consumo são grandes responsáveis pelo atual estado de coisas, nada melhor do que apostar nas soluções, exatamente vindas das mudanças encampadas ou seriamente encaradas pelos setores relevantes da economia.

Também não é por outra razão que a denominada “economia verde” seja um dos principais pontos de discussão propostos para a Conferência Rio+20, programada para acontecer em junho do próximo ano, aqui no Rio de Janeiro. E o debate já tem um importante ponto de partida que é o relatório lançado este ano pelo PNUMA, cujo título é “Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza”.

A quarta edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental não tem fugido à regra e muitas das plenárias, oficinas, palestras e rodas de conversa tem como foco principal, exatamente a economia. Análises de ações empresariais, a transição para uma economia verde, o desenvolvimento sustentável e a alteração no padrão de consumo são alguns assuntos presentes ao evento.

E qual o papel que cabe aos profissionais de comunicação em todo esse cenário? Como podemos contribuir para que o mundo acelere o passo rumo a um desenvolvimento mais equilibrado e menos insustentável?

Acredito que a resposta esteja, antes de mais nada, na seriedade e no aprofundamento necessário exigido pelo tema. Fazendo uso do espírito crítico peculiar à nossa profissão, nós jornalistas devemos questionar, indagar e, porque não, cobrar a atuação responsável das empresas e do poder público para que priorizem o atendimento às reais necessidades sociais e ambientais baseadas nos critérios de desenvolvimento sustentável.

O congresso tem servido para que façamos um pouco dessa lição de casa, trocando informações e experiências vividas no dia a dia nas mais diferentes mídias, sejam elas segmentadas ou não. Daqui, tenho certeza, sairemos ainda mais preparados para uma batalha que pode até ser árdua, mas também, em razão dos valores nela embutidos, bastante prazerosa e gratificante.

* Especial para a Envolverde e para o Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

UMA REFLEXÃO SOBRE O FUTURO DO TRANSPORTE NAS CIDADES

Por Reinaldo Canto*

No último dia 22/09 ocorreu mais uma edição do Dia Mundial Sem Carro. Ocasião que serve ou deveria servir para pensar e refletir sobre a crescente dependência de veículos de transporte individual. Qual o futuro dessa opção? Quais os limites para o crescimento da indústria automobilística? Será possível equacionar o fato de que milhares de novos carros sejam despejados todos os meses nas ruas de nossas maiores cidades com a busca pela sustentabilidade e qualidade de vida de seus habitantes?

Vivemos um estranho e perigoso momento sem que tenhamos idéia de como sair dele. Só no ano passado, segundo a Anfavea - a associação dos fabricantes de veículos - foram vendidos 3,5 milhões de automóveis no país. As grandes cidades brasileiras estão abarrotadas de carros, em geral com apenas um ocupante em seu interior. Nos últimos anos, com o crescimento econômico e a comemorada ascensão social, o automóvel deixou de ser apenas um sonho de consumo de muitas pessoas para se tornar uma realidade ao alcance dos bolsos ou via crediário. Esse quadro que já vinha se desenhando ao longo do tempo acelerou muito em anos recentes. Os sucessivos recordes de produção da indústria automobilística obrigam a transformar fortemente a paisagem e a arquitetura das cidades. O carro adquire assim um protagonismo absoluto preenchendo e desvirtuando os espaços antes ocupados pelas pessoas.

É óbvio que se imaginarmos qualquer grande cidade brasileira sem carros da maneira como estão hoje configuradas, o caos seria inevitável. Nossos ônibus e trens do metrô já circulam com níveis de lotação máxima ou até mesmo, acima disso, quando esses veículos de transporte coletivo se transformam, em ”latas de sardinha”.

Por outro lado, se não vivemos atualmente um colapso urbano, parece que isso é apenas uma questão de tempo. Afinal, quantos novos viadutos terão de ser construídos, quantas novas avenidas precisarão ser rasgadas redesenhando e desfigurando o espaço urbano e substituindo espaços de ocupação legítimos das pessoas, ao reduzir ou mesmo eliminar calçadas, calçadões e praças? Quantos milhões, bilhões de reais ainda serão gastos para obras viárias que privilegiam o automóvel?

Uma cidade sem carros antes de mais nada, teria naturalmente de garantir um transporte coletivo eficiente, seguro e pontual; ciclovias espalhadas por todas as regiões e vistas mais como corredores de tráfego do que meramente para passeios e as calçadas seriam utilizadas naturalmente pelas pessoas, pois deixariam de parecer crateras lunares ou pistas para disputas de rally.

Praças, parques, calçadões e bulevares passariam a ser regra e não exceção. Os moradores da cidade, bem como seus visitantes recuperariam o que nunca deveriam ter perdido: a ocupação natural e democrática de todos os espaços públicos da cidade.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO JORNAL DA TARDE EM 24/10/11

09 novembro 2011

Cobertura Econômica na Mídia é tema de palestra

Estão abertas as inscrições para a palestra A Cobertura Econômica na Mídia, realizada pelo Sindijornalistas em parceria com a Arcelor Mittal Tubarão. O evento faz parte do projeto Sustentabilidade para Comunicadores, cuja proposta é debater sobre temas de interesse da sociedade, tendo como eixo temático as seis dimensões da sustentabilidade: social, econômica, política, ambiental, espiritual e cultural. A palestra acontecerá no dia 10 de novembro, no Radisson Hotel, e contará com a presença do jornalista Reinaldo Canto, que atua como professor de Gestão Ambiental na Faculdade Paulista de Pesquisa e Ensino Superior (FAPPES), consultor, palestrante, articulista e colaborador do site Envolverde e de mídias ambientais, além de editor e redator de relatórios de sustentabilidade e colunista da Carta Capital.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.sindijornalistases.org.br. O evento, cujo credenciamento começa às 8h30, termina às 12h e também contará com uma mesa redonda da qual participarão as jornalistas Elaine Silva e Beatriz Seixas, respectivamente, editoras do caderno de economia de A Gazeta e repórter de Economia de A Tribuna. Após a mesa redonda será dado início ao debate com a participação do público. Haverá certificado para os participantes.

Formado em jornalismo pela Cásper Líbero e pós graduado em Inteligência Empresarial e Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Reinaldo Canto passou pelas principais emissoras de televisão e rádio do país, como SBT, Globo, Record e Jovem Pan, além de ter sido colaborador de revistas da Editora Abril. Na área de assessoria de imprensa Reinaldo Canto atuou em grandes empresas, como o Banco do Estado de São Paulo (Banespa). Para conhecer mais o trabalho do jornalista basta acessar http://envolverde.com.br/ e http://www.cartacapital.com.br/author/reinaldo-canto



Programação


8h30 | Credenciamento
09h00 | Abertura
09h10 | Palestra A cobertura Econômica na Mídia
Palestrante: Reinaldo Canto, jornalista e colunista da Revista Carta Capital
10h10 | Mesa redonda
Mediadora: Suzana Tatagiba – presidente do Sindijornalistas-ES
Participantes: Elaine Silva (Editora de Economia de A Gazeta) e Beatriz Seixas (Repórter de Economia de A Tribuna)
11h30 | Debate
12h00 | Encerramento
12h10 | Brunch
Local: Radisson Hotel
Inscrições: www.sindijornalistases.org.br

31 outubro 2011

SAI LISTA DE FINALISTAS DO PRÊMIO ALLIANZ DE JORNALISMO AMBIENTAL

Autores de 45 trabalhos concorrem a nove prêmios que serão entregues durante cerimônia a ser realizada em São Paulo, no dia 21/11.

Reinaldo Canto está entre os finalistas de mídia on line com o artigo: Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros - publicado na coluna Cidadania & Sustentabilidade no site da revista Carta Capital.

Na 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo, os 20 jurados do Comitê de Seleção e Julgamento tiveram a difícil missão de selecionar os finalistas do concurso dentre os 1261 trabalhos inscritos. O júri elegeu cinco reportagens para cada uma das oito subcategorias e para a nova Categoria Especial Comunicação Corporativa. Todas as matérias foram escolhidas por votação, sem qualquer interferência ou participação da Allianz Seguros.



“O Prêmio tem como objetivo principal reconhecer o mérito dos jornalistas tanto na cobertura do mercado de Seguros como em Mudanças Ambientais, afinal, os profissionais da imprensa são os grandes responsáveis por informar e esclarecer a sociedade sobre os temas relevantes que a cercam”, diz Max Thiermann, presidente da Allianz Seguros.



Uma das novidades dessa 5ª edição do Prêmio foi a valorização do trabalho feito também pelas empresas para disseminar conceitos de sustentabilidade. Por isso, houve a criação da Categoria Especial Comunicação Corporativa, que premiará com menção honrosa o melhor trabalho feito para o público interno das organizações sobre o tema mudanças ambientais.



A edição deste ano também abriu espaço às reportagens publicadas na web. Por entender a importância de sites e blogs na disseminação de informações entre os leitores, foi criada a subcategoria Mídia On-line, tanto para o tema Seguros como para o tema Mudanças Ambientais. Para essas subcategorias, foi designado o mesmo prêmio das demais: R$ 15 mil.



Outra grande inovação deste ano foi a implementação da tecnologia nos processos de inscrição e julgamento, a fim de otimizar os recursos naturais – seguindo o conceito de sustentabilidade que é inerente ao Prêmio – e oferecer mais praticidade aos concorrentes e jurados. A Allianz desenvolveu um sistema on-line que permitiu aos jornalistas realizarem suas inscrições, sem que houvesse a necessidade de envio das reportagens pelos correios, assim como gastos com impressões. No sistema também foram feitas as análises dos jurados, o que garante transparência e agilidade na avaliação dos trabalhos.



Todas as matérias inscritas foram analisadas pelo Comitê de Seleção e Julgamento, formado por jornalistas; pesquisadores de instituições como INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), USP e Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente); professores universitários e profissionais especializados nos temas do concurso.

Agora, um novo júri será formado, o do Comitê de Premiação, que avaliará os trabalhos finalistas a fim de definir, também por votação, os vencedores da 5ª edição do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo. A divulgação dos ganhadores acontece durante cerimônia de premiação a ser realizada em 21 de novembro, em São Paulo.

Ao longo de cinco anos, o Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo elevou seu número de inscrições e criou novas categorias, consolidando-se atualmente como um dos principais prêmios de jornalismo do país.



Confira a seguir os 45 finalistas do Prêmio Allianz Seguros de Jornalismo e conheça quem foram os 20 integrantes do Comitê de Seleção e Julgamento:

Tema Seguros



Categoria Linguagem Escrita



Mídia Impressa Nacional e Regional



Matéria
Autor
Coautores
Veículo

Seguro agrícola: a esperança chamada fundo de catástrofe (Especial)
Leandro Mariani Mittmann
A Granja

Cuidado: o seu seguro pode ser pirata
Saulo Luz
Jornal da Tarde

Edifício com mais segurança
Thatiana Pimentel
Diário de Pernambuco

Proteção a estatal traz risco a seguro da Copa-14
Toni Sciarretta
Folha de S.Paulo

Chinês é novidade até para seguradoras
Viviane Favretto
Gazeta do Povo




Mídia Impressa Especializada em Seguros



Matéria
Autor
Coautores
Veículo

Linha amarela cresce e adere ao seguro
Aline Bronzati
Revista Apólice

Bons ventos para o mercado de seguros
Karin Fuchs
Revista Cobertura

Novas coberturas para instituições de ensino
Jamille Niero
Revista Apólice

Por que o microsseguro depende de um marco regulatório
Márcia Alves
Revista Seg News

Expectativa de crescimento envolve a nova classe média
Olga de Mello
Revista de Seguros




Mídia Impressa Especializada em Economia e Finanças



Matéria
Autor
Coautores
Veículo

Efeito Jirau encarece seguros
André Borges
Luciana Otoni
Valor Econômico

Incubadora de seguros busca investidor anjo
Flávia Furlan
Brasil Econômico

Garanta sua cobertura
Lilian Sobral
IstoÉ Dinheiro

Expansão agrícola e renda maior levam as seguradoras ao interior
Sérgio Bueno
Marli Lima, Cesar Felício, Mauro Arbex, Murillo Camarotto
Valor Econômico

Parceiros podem receber seguro de vida
Thais Folego
Brasil Econômico




Mídia On-line



Matéria
Autor
Coautores
Veículo

Seguradora batalha na justiça para comprovar agravamento intencional do risco
Carol Rodrigues
Portal Revista Cobertura

E quem se importa com o resseguro...
Denise Bueno
Blog Sonho Seguro

Não me arrisco na banguela
(Especial)
Julliana de Melo
Gustavo Belarmino
Portal NE10

Brasil agora apoia seguro transgênico
Mauro Zanatta
Valor Online
(sucursal Brasília)

Parece seguro, mas não é
Pedro Duarte
CQCS






Tema Sustentabilidade – Mudanças Ambientais

Categoria Linguagem Escrita

Mídia Impressa Nacional e Regional

Matéria
Autor
Coautores
Veículos

A usina que explodiu
Aline Moraes

Época

Xingu – Rito de passagem (Especial)
Daniela Chiaretti

Valor Econômico

Desapropriada fazenda que preserva floresta
Marta Salomon

O Estado de S. Paulo

7 bilhões: expresso terra lotado
Ricardo Arnt

Revista Planeta

Código Florestal em causa própria
Vinícius Sassine
Josie Jeronimo e Ivan Iunes
Correio Braziliense


Mídia On-line

Matéria
Autor
Coautores
Veículo

Clima extremo: elétricas se preparam
Alexandre Canazio
Agência CanalEnergia

A construção civil nos passos da sustentabilidade
Eber Freitas
Portal Administradores

Comunidades carentes vivem a Revolução dos Baldinhos
Fabiano Ávila
Portal - Instituto CarbonoBrasil

Manchas verdes e a falsa ideia da biodiversidade
Fernanda Bittencourt Müller
Portal - Instituto CarbonoBrasil

Parabéns, São Paulo: 7 milhões de carros
Reinaldo Canto
Carta Capital


Categoria Linguagem Audiovisual

Mídia Eletrônica – Telejornalismo



Matéria
Autor
Coautores
Programa/Veículo

Caatinga
Ana Lúcia Pria
Globo Rural
TV Globo

Agropecuária sustentável e bioenergia rural

(Série)
Jorge Luiz dos Santos, com reportagem de Vico Iasi
Sandro Queiroz, José Donizete dos Santos, Olympio Giuzio
Globo Rural
TV Globo

Produção irregular de carvão no Piauí
José Raimundo
Bárbara Bom Angelo, German Maldonado, Robel Souza, Genser Freire
GloboNews Especial
GloboNews

Renascimento de Cubatão
Sergio Gabriel Lopes
Jornal da Band
TV Bandeirantes

Ecorede
(Série)
Ulisses Serotini
Dejane Arnhold, Carol Fazzio, Debora Lobo, Érica Arruda, Ailton Caldeira, Belmiro Dias, José Dalci, Marcos Alves, Reyd Antônio, Walcir Veiga, Célio Fernandes, Edson Bacana, Emerson Gonçalo, João Batista Figueiredo, Rosnaldo Saturnino, Wilson Ribeiro, Edilson Oliveira, Luis Guilherme, Rodrigo Gonçalves, Kaká Neves, Marcelo Ponce, Oendel Veiga, Luzimar Collares, Monycka Mariahl, Átilla Eugênio, João Carlos, Mário Lino, Walfrido Gomes, Daniele Vallejo, Marcela Albres, Lucimar Lescano
Rede Matogrossense de Televisão (RMT)




Mídia Eletrônica – Radiojornalismo

Matéria
Autor
Coautores
Veículo

Contaminação de agrotóxico no leite materno
Adalberto Piotto
CBN

O Brasil e os Povos da floresta
Akemi Nitahara

Rede Nacional de Rádio

Lixo/entulho: realidade e desafios de uma grande cidade (Série)
Cátia Toffoletto
CBN

Sacolas Plásticas
José de Anchieta , com reportagem de Renata Perobelli
Rodrigo Barros e Cláudia Gouvea
Jovem Pan

Dengue: por que estamos perdendo a batalha, por que podemos vencer a guerra
Vanessa Bugre
Gabriela Rosa
Rádio UFMG Educativa




Categoria Especial Comunicação Corporativa

Matéria
Autor
Coautores
Veículo/Empresa

Flex de peso
Bruno Meirelles
Revista VidaBosch

Informativo Sustentabilidade
Cynthia Dalvia
PepsiCo

O papel das empresas sustentáveis
Maria Aparecida Flosi Pires Barbosa
Anuário 2011 Sindhosp

Sustentabilidade: equilíbrio fundamental
Paula Andrade Barbosa
Revista Essência Grupo Boticário

Ventos cheios de energia
Roberto Ângelo de Oliveira Souza
Revista Universo Cemig


JURADOS – Comitê de Seleção e Julgamento

Tema Seguros
Linguagem Escrita

(em ordem alfabética)





TEMA SEGUROS – LINGUAGEM ESCRITA

Chrystiane Silva
É editora de economia e finanças pessoais da revista Você S/A, mantém o blog Seu Dinheiro e é produtora e apresentadora dos programas Invista Melhor e Três Minutos com seu Dinheiro. Acumula passagens pela revista Veja e pelos jornais Folha de S. Paulo e Gazeta Mercantil. É bacharel em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e tem MBA em Finanças e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA-USP).

Denyse Godoy
É colunista de finanças pessoais da Folha de S. Paulo, na qual já teve passagens como correspondente em Nova Iorque e também como repórter do caderno Dinheiro (atual Mercado) e da Folha.com. A jornalista já atuou no IG e no Valor Econômico. Graduada em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), fez o curso de especialização em Administração de Empresas para Graduados na Fundação Getúlio Vargas (CEAG-FGV), onde atualmente cursa MBA em Gestão.

Estela Benetti
É colunista na editoria de economia do Diário Catarinense, versões impressa e on-line. A jornalista também passou pelos jornais A Notícia e Jornal de Santa Catarina, pela TVCOM de Joinville e pela assessoria de imprensa da Associação Empresarial de Joinville (Acij). Possui MBA em Finanças pela Univille com módulo em Gestão Empresarial pela Universidade do Estado da Pensilvânia Pen State, nos EUA. É graduada em Jornalismo e em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Santa Maria.



Silvana Mautone
É repórter do setor de transportes da Agência Estado. Há 16 anos na área econômica, a jornalista já passou por veículos como Folha de S.Paulo, revista Época Negócios, revista Exame e jornal Gazeta Mercantil. Graduada em Jornalismo pelo Instituto Metodista de Ensino Superior e em História pela USP, Silvana passou por cursos internacionais, dentre eles o de Relações Internacionais na New York University e cursos na área de global affairs pela London School of Economics and Political Science.

Vânia Absalão
Atualmente, dirige a VTN Comunicação, empresa especializada em assessoria de imprensa e edição de publicações em seguros, economia e negócios. Tem passagens pela Câmara Americana de Comércio Brasil Estados Unidos, Serviço Federal de Processamento de Dados, Bolsa Brasileira de Futuros, CNSeg e Escola Nacional de Seguros (Funenseg). Foi repórter das revistas Agricultura de Hoje, Tendência e Manchete, da Bloch Editores. Atuou ainda como assessora de comunicação da Organização dos Estados Americanos (OEA).








Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Júri técnico-científico
(em ordem alfabética)



Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais

Luciana Soler

(Linguagem Escrita)
Bacharel em Física pela UFMS, mestre em Sensoriamento Remoto pelo INPE e atualmente finaliza o doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade de Wageningen, Holanda. É pesquisadora no projeto de colaboração operacional e científica entre o INPE e o Planetary Skin Institute. Integrou equipes em empresas como a Threetek e a Nature Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento, bem como em instituições de pesquisa como a Funcate e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa (Coppe/UFRJ).

Manoel Cardoso
(Linguagem Audiovisual)
Atua como pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), é doutor em Earth and Environmental Science desde 2004 pela University of New Hampshire, EUA. Cardoso é físico por formação e mestre em Meteorologia pela Universidade de São Paulo (USP-SP). O tópico principal de estudo do pesquisador é a modelagem computacional das relações entre condições climáticas e a dinâmica dos ecossistemas terrestres. Possui sete artigos completos publicados em periódicos.






Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Linguagem Escrita
Júri especializado em Sustentabilidade e Jornalismo
(ordem alfabética)



Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais

Aldem Bourscheit
É hoje responsável pela comunicação do programa Cerrado-Pantanal do WWF-Brasil. Acumula na bagagem trabalhos para veículos como Valor Econômico, Rádio Gaúcha, revista Página 22 e site O Eco. É graduado em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos e pós-graduado em Meio Ambiente, Economia e Sociedade pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais. Também foi assessor do Ministério do Meio Ambiente e prestou consultoria a empresas e organizações não governamentais.



Amália Safatle
É editora-fundadora da revista Página 22 - publicação constituída pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV e por jornalistas independentes - e colunista quinzenal da revista eletrônica Terra Magazine, do portal Terra. Acumula passagem pela revista Carta Capital, na qual trabalhou por dez anos e ocupou os cargos de repórter, editora de economia e colunista na área socioambiental. Também atuou como repórter no jornal Gazeta Mercantil e como assessora de comunicação na Associação Brasileira dos Analistas do Mercado de Capitais (Apimec).



Efraim Neto
É editor da revista Com Ciência Ambiental e ex-consultor de comunicação do Observatório da Equidade do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República. Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo pelo Centro Universitário Jorge Amado, Salvador (BA). Tem experiência profissional na cobertura de eventos internacionais (World Youth Congress e Fórum Social Mundial) e em assessoria de comunicação de organizações como a 350.org.

Marcelo Bauer


















Ao lado de Andréia Peres, fundou a Cross Content em dezembro de 2001 e conduz projetos para todos os clientes da produtora nas áreas editorial, de responsabilidade social e de branded content. Começou sua carreira como redator de política na Folha de S.Paulo e, posteriormente, foi repórter em O Globo, chefe de reportagem em O Estado de S.Paulo e editor de política na revista IstoÉ. Também integrou a primeira equipe de jornalismo on-line da editora Abril, pelo portal Brasil On-Line.

Sandra Sinicco


É fundadora da Ecopress, primeira agência de notícias ambientais do Brasil. Graduada em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, tem especialização em Marketing pela ESPM. Foi fundadora da Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) e é CEO do GrupoCASA, agência de comunicação estratégica. Além disso, analisa semanalmente como a imprensa brasileira aborda questões ambientais no programa Mega Brasil, veiculado pela internet e dirigido aos jornalistas.












Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Audiovisual
Radiojornalismo
(ordem alfabética)



Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais

Anderson França
Foi coordenador de Jornalismo da rádio Record AM-1000 por dez anos e idealizador e apresentador dos jornais Repórter Record e Central Record de Notícias. Graduado em Jornalismo pela Fundação Cásper Líbero, tem passagens pelas rádios Globo, CBN, Eldorado e Capital. Foi vencedor dos prêmios Banespa Ecologia, Rotary Ecologia e Instituto de Engenharia e Saneamento Ecologia e professor de Comunicação Social da Rádio Oficina nas disciplinas de Radiodifusão, Sonoplastia e História do Rádio.

Lenize Villaça










É professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, no programa de pós-graduação em jornalismo contemporâneo. Na graduação, comanda a disciplina de Radiojornalismo. Possui mestrado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) e bacharelado em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Tem passagens pela Rádio Alvorada, em Londrina, e pela Rádio Capital, em São Paulo.



Tatiana Ferraz


É professora de Telejornalismo e Radiojornalismo na Fundação Cásper Líbero e mestranda em Comunicação na Contemporaneidade. Supervisora do programa laboratório (revista eletrônica) "Edição Extra", que vai ao ar pela rede Gazeta de televisão. Acumula passagens pelas rádios Jovem Pan, Cultura e Eldorado e pelas TVs Gazeta, Record, Cultura e SBT, pela qual fez a cobertura jornalística da Copa do Mundo da França, em Paris. Possui graduação em jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo.









Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais
Categoria Linguagem Audiovisual
Telejornalismo
(ordem alfabética)



Tema Especial de Sustentabilidade – Mudanças Ambientais

Heidy Vargas
É professora dos cursos de Jornalismo e RTV da Universidade Metodista de São Paulo e pesquisadora do Centro de Pesquisa do Cinema Documentário da Unicamp (CEPECIDOC). Possui experiência na área de comunicação, com ênfase em telejornalismo e cinema, atuando principalmente nas áreas de jornalismo televisivo e comunitário, história do cinema documentário e cinema documentário brasileiro. Tem passagens pelo Jornal Nacional, da rede Globo, e pelo Jornal da Band, da TV Bandeirantes.



Mariana Kotscho
















Foi repórter dos canais SBT, Record e Globo. Em 2008, foi uma das coordenadoras do I Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade, em Brasília. No ano de 2002, venceu o prêmio Vladimir Herzog de Jornalismo graças à reportagem sobre o DOPS, exibida pelo canal Globonews, e, em 1999, foi finalista do Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, com reportagens feitas no Ceará para o Jornal Nacional, da rede Globo. Atualmente, dirige e apresenta o programa Papo de Mãe, no ar pela TV Brasil.



Silvio Barbosa


Doutor em Comunicação pela ECA-USP e mestre em Filosofia do Direito também pela USP, graduou-se em Jornalismo pela Cásper Líbero e em Direito pela PUC-SP. É professor adjunto de Ética e Legislação e de Telejornalismo na Faculdade Cásper Líbero e na FMU/FIAM. Foi editor-chefe do Jornal da Gazeta, editor-executivo do Bom Dia Brasil, editor de geral dos telejornais Hoje, SPTV, Jornal da Globo, Jornal da Band e Jornal da Record e editor-executivo e internacional do telejornalismo da TV Cultura.



Vanderlei de Souza
É formado em Jornalismo, Publicidade e Radialismo. Atua há mais de 20 anos nas áreas de Comunicação, Cultura e Educação e no planejamento, produção e elaboração de projetos e cursos. Assessor de imprensa e produtor de vídeos institucionais, é também mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e professor nos cursos de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie e da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, mais especificamente nas áreas de jornalismo audiovisual e impresso.








Sobre a Allianz Seguros



No país há 107 anos, a Allianz Seguros está presente em todo o território nacional por meio de suas 60 filiais, seus 1300 funcionários e, também, por meio do apoio de cerca de 14 mil corretores, responsáveis pela comercialização de seus produtos e serviços para pessoas e empresas. A Allianz Seguros atua no Brasil em ramos elementares e em saúde empresarial.



A Allianz Seguros é uma empresa do Grupo Allianz SE, um dos líderes mundiais em seguros e o maior da Europa. O grupo conta com 151 mil funcionários que atendem a 76 milhões de clientes em mais de 70 países. Além de oferecer produtos e serviços, a Allianz também se destaca na área de pesquisa de grandes riscos, em estudos de sustentabilidade e nos investimentos em fontes renováveis de energia.



A Allianz SE é membro da Transparência Internacional e apoia os princípios do Pacto Global das Nações Unidas e as Diretrizes da OCDE para Multinacionais por meio de seu Código de Conduta. A organização é uma das líderes do setor de seguros no índice Dow Jones de Sustentabilidade, listado no FTSE4GOOD, e no Carbon Disclosure Leadership Index (Carbon Disclosure Project, CDP6).



A Allianz é a marca global mais sustentável no setor de serviços financeiros. A seguradora aparece na 21ª posição geral no relatório Best Global Green Brands, feito pela consultoria Interbrand, líder mundial em avaliação de marcas.

21 outubro 2011

BRASILEIROS DESCONHECEM RIO+20: E NÓS JORNALISTAS COM ISSO?

Conferência internacional a ser realizada em 2012 em nosso país é ignorada pela maioria da população
Por Reinaldo Canto*


Pergunte a qualquer vizinho, familiar, amigo ou colega de trabalho sobre a Copa do Mundo no Brasil. Existe alguém que não saiba da sua realização em 2014? É pouco provável que encontremos pessoas alheias a esse fato tão comentado e discutido, nem sempre de maneira muito positiva. O certo é que faltam ainda três anos para o início da disputa e, certamente, a maioria dos brasileiros está devidamente informada sobre esse grande acontecimento.

Já em relação a Rio+20, evento capaz de atrair representantes de 200 países e que irá colocar o país, vinte anos após a Eco-92, novamente no centro das discussões ambientais com temas relevantes como desenvolvimento sustentável, economia verde e erradicação da pobreza, faça a mesma pergunta e a resposta invariavelmente será uma interrogação.

É chocante, mas ao mesmo não surpreende o resultado da pesquisa divulgada pelo Instituto Vitae Civilis em parceria com a Market Analysis. O estudo concluiu que apenas 11,5% estão familiarizados com a Rio+20 e dois em cada três entrevistados não tem ideia do que se trata.

A enquete foi feita por telefone com 806 pessoas, integrantes de todas as classes sociais. Das respostas, 4,4% disseram ter ouvido “muito” sobre a conferência e 7,7% escutaram “alguma coisa” sobre ela.

Menos mal que essa minoria informada sobre a Rio+20 tem grande interesse nos temas a serem discutidos na conferência (73%) e consideram as mudanças climáticas um problema sério a ser combatido (92%). O que só reforça o caráter, infelizmente, “elitista” do tema.

Mas como é possível aceitar placidamente que discussões sérias e altamente relevantes para a vida das pessoas e suas famílias sejam simplesmente ignoradas? Enquanto a Copa do Mundo, evento transitório, de ganhos duvidosos para o Brasil receba tanta atenção de todos?

Quero deixar claro que não contesto aqui a boa cobertura da Copa, pois são extremamente relevantes as matérias sobre os valores e orçamentos envolvidos, as grandes obras de estádios e de infraestrutura necessárias para sediar o evento. É óbvia a importância da Copa e ponto. Nesse caso, é impossível fazer tal comparação e, certamente, a magnitude da Copa leva nítidas vantagens. Mas, talvez melhor que comparar, a ideia central desse artigo seja de indagar: por que tantos sabem sobre um evento e tão poucos sobre outro?

Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, o coordenador de Processos Internacionais do Instituto Vitae Civilis, Aron Belinky, aponta o ceticismo quanto ao alcance de resultados concretos, a complexidade e difícil compreensão dos temas e até mesmo a responsabilidade do governo em dar visibilidade ao evento, entre as principais razões para o decepcionante interesse da população sobre a Rio+20.


Desafio para a IV Conferência Brasileira de Jornalismo Ambiental

E qual a responsabilidade de nós jornalistas? Será que a imprensa tem conseguido colocar na pauta os temas da sustentabilidade de maneira que as pessoas compreendam a sua importância? O que falta e o que devemos fazer para transformar esses assuntos de, “difícil compreensão”, mas vitais para o nosso futuro, em algo que seja facilmente entendível, assimilável por qualquer pessoa?

Afinal, por que tem sido tão complicado “vender” a ideia de que o nosso futuro depende de um mundo mais equilibrado e, portanto, mais sustentável? O que e como precisamos dizer, para uma boa compreensão, que muitos dos nossos problemas atuais residem no consumismo exacerbado, na destruição de nossos recursos mais essenciais em nome da ganância de alguns poucos?

Em novembro, mais precisamente nos dias 17, 18 e 19, irá acontecer a quarta edição do Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental e não é por outra razão que a cidade do Rio de Janeiro será a sede desse nosso encontro. (http://cbja-rio2011.com.br/)

Essa será uma ótima oportunidade para debatermos nosso papel na discussão e no entendimento da Rio+20, assim como, nas coberturas de temas ambientais, desenvolvimento sustentável e afins.

Com certeza, a nós jornalistas não podem ser debitadas, isoladamente, a pouca compreensão e interesse em relação a Rio+20. Mas, posso afirmar que temos espaço e condições para desempenhar com maior eficiência o nosso papel de informar a sociedade sobre os desafios rumo a um mundo mais justo e sustentável.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital: http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/brasileiros-desconhecem-rio20-e-nos-jornalistas-com-isso

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto

10 outubro 2011

FINALISTAS PRÊMIO J&C/HSBC DE IMPRENSA E SUSTENTABILIDADE

Comissão de Seleção indica 57 finalistas
Vinícius Sessine (Correio Braziliense) tem três trabalhos selecionados;
Cleide Santos (O Globo) e Samira Cunha (Diário do Nordeste), dois cada


Reunida em São Paulo nesta 2ª.feira (3/10), a
Comissão de Seleção do Prêmio J&Cia/HSBC de
Imprensa e Sustentabilidade indicou 60 trabalhos,
de 57 profissionais, para concorrerem aos R$ 95 mil líquidos que o
concurso oferece. Foram ao todo 692 trabalhos inscritos, divididos
em 190 de jornal, 129 de revista, 25 de rádio, 107 de televisão, 100
de internet, 76 de fotografia, 7 de vídeo e 58 de criação gráfica, representando
23 Estados, além do Distrito Federal (só não estiveram
presentes Amapá, Roraima e Tocantins). Os finalistas são de Amazonas,
Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará,
Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e
São Paulo. Segundo o relator da comissão, Luciano Martins Costa,
“concluída a primeira etapa da seleção, o Prêmio Jornalistas&Cia/
HSBC de Imprensa e Sustentabilidade já tem uma mensagem importante
para a sociedade: o tema chegou para ficar e se consolida como
uma das prioridades do jornalismo no Brasil. Foram 692 inscritos nas
categorias Jornal, Revista, Rádio, Internet, Televisão e Imagem, com
ampla representatividade de todas as regiões do Brasil, desde os
principais veículos de circulação nacional até emissoras e publicações
regionais, de blogs a portais. Houve uma clara evolução na criatividade
e profundidade das pautas, com novas abordagens ao tema”. Os
classificados passarão agora pelo crivo de um novo júri, a Comissão
de Premiação, que irá apontar os vencedores de cada segmento de
Mídia Nacional e de Mídia Regional e o vencedor do Grande Prêmio.
A festa de premiação acontecerá em 26/10, na EcoHouse, em São
Paulo.

Finalistas são de 51 veículos de todo o Pais

Jornal: Ana Paula Pedrosa
Barbosa (O Tempo/MG), com
o trabalho Ações de sustentabilidade
conquistam espaço em
sala de aula; Cleide Aparecida
Carvalho dos Santos (O Globo/
SP), com dois trabalhos: Arrastão
na Amazônia e Pacto pelo fim do
desmatamento coloca Paragominas
no mapa; Daniela Cisneiros
Arrais (Folha de S.Paulo), com
Mude o (seu) mundo; Leonencio
Nossa Júnior (O Estado de
S.Paulo/DF), com Rio Amazonas,
dos Andes ao Atlântico; Rachel
Beatriz Faria Vita (Correio 24
Horas/BA), com Salvador Sustentável;
Ricardo França de
Gusmão (O São Gonçalo/RJ),
com O Peixe chegou. E agora?;
Samira de Castro Cunha
(Diário do Nordeste/CE), com
dois trabalhos: Retrato Sertanejo:
Esperança e Convivência
e Combustíveis limpos: Brasil
investe em inovação; e Vinicius
Jorge Carneiro Sassine (Correio
Braziliense), com três trabalhos:
Angra sob suspeita, A morte no
berço das águas e Código Florestal
em causa própria.
Revista: Alexandre Versignassi
(Superinteressante), com O lado
escuro da comida; Aline Assis
Moraes Ribeiro (Época), com A
usina que explodiu; Bruno Dias
Weis (Trip), com São Paulo e o
rio; Efraim Batista de Souza
Neto (ComCiência Ambiental/
SP), com Da ciência à gestão dos
riscos no Brasil; Fábio Gomes
Pinto Rodrigues (Página 22/
SP), com Inteligência à venda;
Giovana Girardi (Unesp Ciência/
SP), com Jogo “sujo” só até
2014; Jeanne Callegari da Silva
(Vida Simples/SP), com Edição
Sustentabilidade Especial – 100
ideias, ações iniciativas e pessoas
que fazem nosso mundo
melhor: Joana Lehmann Baracui
(Arquitetura&Construção/
SP), com Especial Construção
Sustentável; Natália Cristina C.
Martino (Horizonte Geográfico/
SP), com Estão tirando a água
das nossas matas; e Raquel de
Pinho Carvalho (Revista Capital
Público/ES), com O desafio do
desenvolvimento sustentável.
Rádio: Akemi Nitahara Souza
(Rádio Nacional FM 96,1/DF),
com O Brasil e os povos da
floresta; Ana Lúcia Almeida
Caldas de Oliveira (Rádio Nacional
FM 96,1/DF), com a série
Descarte e reciclagem (cinco matérias);
Cátia Toffoletto Montebelo
(CBN FM 90,5/SP), com
Lixo e entulho: desafios e realidade
de uma cidade grande; Celso
Luís Barbosa Freire (CBN-O
Liberal/PA), com o Homem da
latinha; Eduardo de Matos Silva
(Rádio Gaúcha FM 93,7/RS),
com Tragédia no Rio dos Sinos:
quatro anos depois, pouca coisa
mudou; Marcelle Chagas do
Monte (Rádio Roquette Pinto
FM/RJ), com Cresce o número
de trabalhadores que atuam na
área verde; Nestor Tipa Júnior
(Rádio Gaúcha FM 93,7/RS), com
Campo limpo; Núbia Pereira da
Silva (Rádio Jornal AM 1080, Caruaru/
PE); com Sustentabilidade
e empreendedorismo; e Rodrigo
de Castro Resende (Rádio Sen
Após dois anos como titular
da coluna São Paulo da Folha de
S.Paulo, Fernando de Barros e
Silva deixou o jornal na semana
passada e a partir de janeiro
assumirá a Diretoria de Redação
da piauí. Com a saída de Barros,
que antes foi editor de Política e
crítico de tevê do jornal, Hélio
Schwartsman passou a assinar
a coluna nesta 3ª.feira (4/10). Também
filósofo, ele está na Folha
desde 1998, em que foi, entre
outros, editor de Mundo e de
Opinião e ultimamente integrava
o corpo de articulistas. Hélio vai
escrever a coluna todos os dias,
exceto às 2ªs e 5ªs, quando o espaço
fica a cargo de, respectivamente,
Vinícius Mota, secretário
de Redação (Produção), e Ricardo
Melo, produtor-executivo da
TV Folha.
n Indicado para substituir Marília
Gabriela no Roda Viva (ver
J&Cia 808), Mário Sérgio Conti,
salvo imprevistos, estreia no
comando do programa em 17
de outubro. O planejado era que
ele entrasse no ar já na próxima
2ª.feira (10/9), mas problemas
técnicos com a montagem do
novo cenário forçaram o adiamento.
O “novo” Roda Viva
retoma a proposta original, com
o convidado ficando no centro
da roda e os entrevistadores e
convidados, um nível acima.
n Vitor Hugo Brandalise deixou
o Estadão em 30/9 e segue para
uma temporada de estudos no
exterior. Vai cursar o Master
em Edição Jornalística da Universidade
de La Coruña. Sai
de licença e fica afastado da
redação até novembro de 2012.
Nesse período, porém, continuará
colaborando para o próprio
Estadão, com reportagens para
diversas editorias e de diversos
pontos da Europa. Brandalise é
repórter do caderno Metrópole/
Cidades há quase quatro anos.
Começou por lá em janeiro de
2008, após ser aprovado em 1°
lugar no programa de trainée do
jornal. Seu e-mail de contato é o
vhbrandalise@gmail.com.
n Outra que vai de mudança para
a Espanha para uma temporada
de estudos é Priscila Machado,
repórter de empresas do Brasil
Econômico. Irá cursar o Master
em Estudos Internacionais pela
Universidade de Barcelona e
estará disponível para frilas pelo
priscila.m.n@hotmail.com.
n Quem também está de malas
prontas e se muda nas próximas
semanas para Brasília depois de
cinco anos e meio no Estadão
é Flávia Tavares, que passou
pelos cadernos Aliás, Política e
mais recentemente Metrópole,
além de ter integrado o time de
repórteres especiais do jornal.
Ex-repórter de Negócios da
IstoÉ Dinheiro e da equipe da
Panorama (revista corporativa da
GM), Flávia deve assumir novas
responsabilidades profissionais
na Capital Federal. Até lá estará
disponível para frilas pelo flaviatavares@
hotmail.com, ou no
11-8269-3933, até sua mudança.
Também deixou o Estadão a diagramadora
Cris Calegaro, que
contava pouco mais de três anos
na casa. Começou na equipe de
designers da revista Manequim,
da Editora Abril, nesta 2ª.feira
(3/10).
Prêmio J&Cia/HSBC (continuação da 1ª página)
Finalistas são de 51 veículos de todo o Pais
n Listamos a seguir os finalistas do Prêmio J&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade, com a ressalva de que alguns deles representam
equipes, cujos integrantes relacionaremos na próxima edição:
nado FM 91,7/DF), com Lixo no
lugar certo – Um ano da Lei de
Resíduos Sólidos.
Televisão: André Luiz Rego
Oliveira (TV Senado/DF), com
Rios voadores; André Trigueiro
(Cidades e soluções – Globo
News/RJ), com Poluição mata (1
e 2); Celis Fabrícia Alves da Silva
(TV Aldeia/AC-TV Cultura/SP),
com Do lixo ao mercado: uma
iniciativa sustentável de geração
de emprego e renda; Cristiana
Von Randow Villas Novas (TV
Globo/SP), com Projeto respirar;
Eliaquim Silva de Oliveira (TV
Jornal Meio Dia/SBT-Caruaru/
PE), com A água que não escorre
pelo ralo; Gustavo Marcelo Costa
(Domingo Espetacular-TV Record/
SP); com Transamazônica: a
estrada sem fim; José Floriano
Pereira Lima Filho (TV Brasil/
DF), com Biodiversidade sustentável
na Amazônia – desafios
e oportunidades; Laura Vieira
(TV TEM-Rede Globo, Sorocaba/
SP), com Sustentabilidade (cinco
programas); Mônica Cristina
de Carvalho (TV Jornal Meio
Dia/SBT-Recife/PE), com Saneamento:
questão de cidadania;
e Wendell Rodrigues da Silva
(Correio Cidades/TV Record,
João Pessoa/PB), com O futuro
do Brasil passa pelo etanol.
Internet: Carlos Elyson Ayres
Maciel (NE10/Jornal do Commercio,
Caruaru/PE), com Alinhavando
o futuro; Celso da Silva
Calheiros (O Eco/PE), com ONU
quer mudar fogões à lenha; Liana
John (Abril.com-Campinas/
SP), com Plantadores de florestas,
histórias de gente dedicada
à recuperação das matas brasileiras;
Lucas Renan Bessel (R7/
SP), com Carro elétrico terá caminho
longo e difícil até chegar ao
Brasil; Maurício Hiroaki Hashizume
(Repórter Brasil/SP), com
Roupas da Zara são fabricadas
com mão de obra escrava; Mona
Lisa Dourado Neves (Jornal
do Commercio-Recife/PE), com
O poder da cidadania; Rosana
Rocha Cavalcante Jatobá (G1/
SP), com Um olhar sobre Gaia,
a Terra como organismo vivo; e
Valmir Moratelli Cassaro (iG/
BrTurbo/iBest), com Atafona: a
cidade que está sendo engolida
pelo mar.
Imagem-Fotografia: Alberto César
de Souza Araújo (Amazonas
Em Tempo), com Natureza Extrema;
Cristiano Tavares Mariz
(Exame/DF), com Vidas Secas;
Michel Abrahão Filho (O Globo/
SP), com Sonho sustentável;
Paulo Rossi Jr. (Diário Popular,
Pelotas/RS), com Ladrilã; e Sergio
Ricardo de Oliveira (Revista Empório/
AM), com Soltos para a vida.
Imagem-Vídeo: Luiz Carlos
Ribeiro Ferreira (Gente de
Opinião, Porto Velho/RO), com
Seca continua no Rio Abunã
- RO, fronteira com o Acre; e
Orlando Pedrosa Lima Júnior
(TV Amazonas), com Fungos da
Amazônia.
Imagem-Criação gráfica: Alex
Silva (Brasil Econômico/SP),
com Automóvel do futuro acessível
para poucos; Anna Martha
Silveira (Zero Hora/RS),
com Nosso Mundo Sustentável;
Diogo Franco do Nascimento
(Horizonte Geográfico/SP), com
O predador que virou vítima;
Morgana Miranda Correia
Lima (Correio/BA), com Jogo
da Sustentabilidade; e Renata
Steffen (Superinteressante/SP),
com O lado escuro da comida.
n As duplas que integraram a Comissão
de Seleção, com relatoria
de Luciano Martins Costa, foram
as seguintes: Jornal 1: Dario
Palhares e Leonardo Mourão;
Jornal 2: Hamilton Almeida e
Lucila Cano; Revista: Reinaldo
Canto e Wilson Baroncelli;

Rádio: Álvaro Buffarah e Joás
Ferreira de Oliveira; Internet:
Luís Perez e Mateus Furlanetto
de Oliveira; Televisão: Paulo
Vieira Lima e Valéria Propato;
Imagem (Fotografia/Vídeo/Criação
gráfica): Amilton Vieira e
Nelson Graubart.

DIA MUNDIAL SEM CARRO/UMA ALEGORIA

Por Reinaldo Canto*

Hoje, 22/09 comemora-se o Dia Mundial Sem Carro. Ocasião que serve ou deveria servir para pensar e refletir sobre a crescente dependência de veículos de transporte individual. Qual o futuro dessa opção? Quais os limites para o crescimento da indústria automobilística? Será possível equacionar o fato de que milhares de novos carros sejam despejados todos os meses nas ruas de nossas maiores cidades com a busca pela sustentabilidade e qualidade de vida de seus habitantes?

Vivemos um estranho e perigoso momento sem que tenhamos idéia de como sair dele. Só no ano passado, segundo a Anfavea - a associação dos fabricantes de veículos - foram vendidos 3,5 milhões de automóveis no país. As grandes cidades brasileiras estão abarrotadas de carros, em geral com apenas um ocupante em seu interior. Nos últimos anos, com o crescimento econômico e a comemorada ascensão social, o automóvel deixou de ser apenas um sonho de consumo de muitas pessoas para se tornar uma realidade ao alcance dos bolsos ou via crediário. Esse quadro que já vinha se desenhando ao longo do tempo acelerou muito em anos recentes. Os sucessivos recordes de produção da indústria automobilística obrigam a transformar fortemente a paisagem e a arquitetura das cidades. O carro adquire assim um protagonismo absoluto preenchendo e desvirtuando os espaços antes ocupados pelas pessoas.

A difícil vida dos pedestres

É fácil notar a diferença em andar pelas calçadas, por exemplo, de uma Avenida como a Paulista, na área central de São Paulo, em comparação com as pseudo calçadas da maioria dos bairros paulistanos. Na Paulista, essas calçadas cumprem um papel de integração e convivência entre as pessoas. Elas são largas, possuem melhor acessibilidade às pessoas com baixa mobilidade e permitem exercer a caminhada com segurança e tranqüilidade. A Paulista é uma exceção, um verdadeiro oásis numa cidade que exige de seus pedestres, uma condição de artista de circo para a realização diária de evoluções impossíveis na corda bamba da sobrevivência.

É óbvio se imaginarmos qualquer grande cidade brasileira sem carros da maneira como estão hoje configuradas, o caos seria inevitável. Nossos ônibus e trens do metrô já circulam com níveis de lotação máxima ou até mesmo, acima disso, quando esses veículos de transporte coletivo se transformam, em ” latas de sardinha”.

Se de uma hora para outra só fossemos contar com eles, eliminando como num passe de mágica os automóveis, não é preciso ser um especialista em mobilidade urbana para concluir que estaríamos, literalmente, numa situação totalmente insustentável.

Por outro lado, se não vivemos atualmente um colapso urbano, parece que isso é apenas uma questão de tempo. Afinal, quantos novos viadutos terão de ser construídos, quantas novas avenidas precisarão ser rasgadas redesenhando e desfigurando o espaço urbano e substituindo espaços de ocupação legítimos das pessoas, ao reduzir ou mesmo eliminar calçadas, calçadões e praças? Quantos milhões, bilhões de reais ainda serão gastos para obras viárias que privilegiam o automóvel e cujos benefícios são tão efêmeros que em muito pouco tempo passarão a ocupar um triste lugar na prateleira das grandes obras, caras e obsoletas como as que já estamos acostumados a reconhecer?

Mudanças necessárias

Uma cidade sem carros antes de mais nada, teria naturalmente de garantir um transporte coletivo eficiente, seguro e pontual; ciclovias espalhadas por todas as regiões e vistas mais como corredores de tráfego do que meramente para passeios e as calçadas seriam utilizadas naturalmente, pois deixariam de parecer crateras lunares ou pistas para disputas de rally.

Portanto, o caminhar deixaria de ser uma atividade extraordinária e de lazer da classe média em finais de semana para retomar a sua função mais básica e primordial, ou seja, a de ir de um ponto a outro. Simples assim! Aliás, nada mais nada menos do que o ser humano sempre fez ao longo de sua existência!

Praças, parques, calçadões e bulevares passariam a ser regra e não exceção. Os moradores da cidade, bem como seus visitantes recuperariam o que nunca deveriam ter perdido: a ocupação natural e democrática de todos os espaços públicos da metrópole.

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/carta-verde/dia-mundial-sem-carro

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto

21 setembro 2011

“As novas pautas da sustentabilidade” é o novo curso oferecido pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo





Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade é a proposta do curso





A aula acontecerá no sábado, 01 de outubro, das 9h00 às 18h00 na sede do Sindicato, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja (próximo ao metrô República). O docente será o jornalista Reinaldo Canto, com 31 anos de profissão, com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital



O curso é destinado a jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de Comunicação e de ONGs e os valores são diferenciados: R$ 130,00 à vista (ou 2 x de R$ 65,00) para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados e R$ 180,00 à vista (ou 2 x de R$ 90,00) para os não sindicalizados e demais interessados.



Os interessados deverão se pré-inscrever em nosso site www.jornalistasp.org.br

A pré-inscrição é uma reserva de vaga e o pagamento deverá ser feito até 26 de setembro (valor total ou da primeira parcela). Os que já fizeram cursos no Sindicato têm descontos e poderá ser oferecido descontos para grupos, consulte o Departamento de Formação.



No programa: os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, crescimento x sustentabilidade, (re) contextualizar qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas em tempos de aquecimento global, mudanças climáticas e dos esgotamentos dos recursos naturais.



Outras informações com Marlene ou Fábio no tel. (11) 3217 6299 ramal 6233, de segunda à sexta, das 9h00 às 18h00 ou pelo e-mail: cursos@sjsp.org.br

09 setembro 2011

Desafios do Jornalismo ambiental em pauta no Rio de Janeiro

No período de 17 a 19 de novembro o Brasil será palco de grandes encontros sobre Jornalismo ambiental durante o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental. Em foco, o aprofundamento do debate com os novos desafios da mídia frente à Sustentabilidade. O evento deverá reunir cerca de 1200 profissionais membros da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental; Jornalistas e profissionais de comunicação ligados à cobertura de temas ambientais e de sustentabilidade; Profissionais de comunicação de empresas que tem a sustentabilidade como foco operacional; Assessores de imprensa de empresas, ONGs e organismos de governo ligados a questões sociais, ambientais e de sustentabilidade; além de estudantes pesquisadores em comunicação socioambiental.

O que é o IV CBJA

A 4ª edição do CBJA - Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental acontecerá entre os dias 17,18 e 19 de novembro, na Pontifícia Universidade Católica, no Rio de Janeiro-RJ, e terá ênfase na cobertura da conferência Rio + 20. O evento, antes programado para 2012, foi antecipado pela comissão organizadora para estimular o debate e os preparativos para a conferência internacional, marco histórico da pauta mundial sobre Meio Ambiente. Palestras, oficinas, mini-cursos, exposições, lançamentos de livros e mostras cientificas com grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil. Compõem a grade de programação painéis temáticos como: impactos das mudanças climáticas, uso de redes sociais no jornalismo, espiritualidade, Economia Verde, envolvendo o papel da mídia na construção do novo paradigma mundial de mudança de comportamento frente aos desafios para a garantia da Vida.

Segundo a coordenação o objetivo do CBJA, é colaborar para a formação continuada dos profissionais de comunicação ambiental e fortalecer a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e suas parcerias. Pela primeira vez as inscrições para o IV CBJA serão gratuitas e o acesso é pelo site www.jornalismoambiental.org.br/

Eventos Paralelos

Durante o Congresso serão realizados outros eventos, em paralelo, como o Encontro da RedCalc – Red Latino-Americana de Periodismo Ambiental, que reúne jornalistas que atuam com pautas ambientais e de sustentabilidade em toda a América Latina; o I Encontro Nacional de Pesquisadores em Comunicação Ambiental; I Encontro Nacional da REBIA (Rede Brasileira de Informação Ambiental). O CBJA também conta com uma mostra científica, que reúne grandes nomes da pesquisa em Comunicação Ambiental do Brasil.

Contextualização histórica

Há 20 anos o Brasil sediou a Rio 92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92 ou Eco 92 . Desde então, entrou em pauta um ciclo de conferências das Nações Unidas para discussão de problemas que afetam a a Vida, na humanidade. Desses eventos surgiram as Convenções sobre Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Desertificação, Agenda 21, Carta da Terra, Declaração sobre Florestas, Declaração de Durban e inúmeros outros documentos, acordos, convenções, códigos ainda não em prática efetiva para o enfretamento da reversão de problemas sérios como fome, miséria, injustiça social e degradação ambiental. Eventos que frustrou esperanças e indignou gente séria, atentas aos processos e formas de utilização de recursos, de toda ordem, para a preservação/adaptação da Vida, em agonia nesse planetinha de constantes mudanças.


Sete bilhões com fome

Informações divulgadas pelas redes ambientais mostram que sete bilhões de seres humanos vivem hoje as seqüelas da maior crise capitalista desde a de 1929. Um cenário com desigualdade social, pobreza extrema, fome em mais de bilhão de pessoas e o paradoxo do desperdício de alimentos, da falta de cuidado com a grande matriz natureza sendo devorada por um modelo capital em cheque junto às mentes inteligentes e altruístas mundo afora. Temos ainda, em pleno século XXI, guerras e situações de violência endêmica, racismo, xenofobia. A proposta de Cadeias Produtivas Sustentáveis de ponta a ponta é uma utopia diante de um sistema de produção e consumo as grandes corporações, mercados financeiros e os governos, que asseguram a sua manutenção, produz e aprofunda a decadência da Vida diante da perda de biodiversidade, escassez de água potável, aumento da desertificação dos solos e acidificação dos mares, a derrubada das florestas, o aumento da violência, do desemprego, do caos nos grandes centros urbanos.

Nessa crise civilizatória, inédita, governos, instituições internacionais, corporações e com certeza o até o Terceiro Setor, estão em cheque com o modelo de economia, governança e valores considerados ultrapassados, paralisantes, perversos e até criminosos. A economia, conduzida num mercado financeiro global, apoiada no lucro fácil, rápido, especulativo, deixa suas marcas no trabalho escravo à moda moderna; na queima dos combustíveis fósseis, na degradação dos ecossistemas, no desenvolvimento igualado ao crescimento, na produção pela produção e outras práticas distante do tão propalado discurso Sustentável.

Adaptação da Vida



Esse olhar transversalizado sobre as necessidades de adaptação da Vida na Terra alimenta a oportunidade do que os ambientalistas chamam de “reinventar o mundo”, apontando saídas para o perigoso caminho que estamos trilhando. Educadores da rede brasileira tomaram a seguinte posição: “a ação dos atores hegemônicos do sistema internacional e mediocridade dos acordos internacionais negociados nos últimos anos, suas falsas soluções e a negligência de princípios já acordados na Rio92, entendemos que se não devemos deixar de buscar influenciar sua atuação, tampouco devemos ter ilusões que isso possa relançar um ciclo virtuoso de negociações e compromissos significantes para enfrentar os graves problemas com que se defronta a humanidade e a vida no planeta.”.

Entendem que a agenda necessária para uma governança global democrática pressupõe um fim da condição atual de captura corporativa dos espaços multilaterais. Reforçam a idéia de mobilização social onde a mudança somente virá da ação dos mais variados atores sociais: diferentes redes e organizações não governamentais e movimentos sociais de distintas áreas de atuação, incluindo ambientalistas, trabalhadores/as rurais e urbanos, mulheres, juventude, movimentos populares, povos originários, etnias discriminadas, empreendedores da economia solidária. Garantir condições materiais e tecnológicas para que novas formas de produção, consumo e organização política sejam estabelecidas, potencializando a atuação coletiva.

Para movimentos ambientais brasileiros como REBEA, AMA, RAMA, REBIA, RBJA, e outros coletivos, a Rio +20 poderá ser um importante ponto na trajetória das lutas globais por justiça social e ambiental construídas antes e depois da Rio-92, como Seattle, FSM, Cochabamba, COP 17, G20. Oportunidade que precisa ser potencializada como espaço democrático para gerar forças e resistência na defesa da Vida.

Preparação para a Rio + 20

A Conferencia Mundial chamada de Rio + 20, será realizada em junho de 2012, como evento autônomo e plural, provisoriamente denominado Cúpula dos Povos da Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (UNCSD). A Bahia levará ao evento propostas para ações cotidianas através das campanhas dos Movimentos AMA – Amigos do Meio Ambiente e da RAMA- Rede de Mobilização em Comunicação Ambiental através da Agenda Ambiental Doméstica, com ações proativas para Consumo Consciente, Adoção da Cultura dos 7 Rs - Racionalizar, Reduzir, Repensar, Recriar, Reaproveitar, Repartir, Revolucionar e Desperdício Zero = Lixo Zero = Saúde 10. Ações com agregação em aproveitamento integral de alimentos/segurança alimentar, cultura de prevenção e cuidado com a Vida e construção de cadeias produtivas sustentáveis de ponta a ponta, para comércio justo, inclusão social e bem viver em harmonia com a grande matriz Natureza.

Carbono Zero

IV CBJA será carbono negativo, ou seja, serão plantadas mais árvores que o necessário para a neutralização das emissões de carbono do evento, que também adotará práticas ecoeficientes e produtos reciclados. A proposta é que o IV CBJA seja um exemplo do que os jornalistas ambientais esperam ver na sociedade. A Realização é da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental, com organização da REBIA e Envolverde. Tem o apoio institucional da PUC Rio e NIMA; operação da Pega Eventos e patrocínio master o Fundo Vale e Petrobrás e outros como Itaú Unibanco e Fundação Banco do Brasil. A curadoria é dos jornalistas Dal Marcondes, com a Envolverde e RBJA e Vilmar Berna, com a REBIA e a RBJA.

PROGRAMAÇÃO:

PAINEL 1
Os desafios da cobertura da Rio+20


Luiz Figueiredo – embaixador, diretor de meio ambiente do Itamaraty (A confirmar)
Ladislau Dowbor – economista e professor da PUC SP (confirmado)
Aron Belinky – Vitae Civilis e Ecopress (A Confirmado)
Sérgio Besserman (A confirmar)
Moderação
Dal Marcondes – jornalista e diretor de redação da Envolverde

PAINEL2
Redes Sociais e Sustentabilidade


Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)

PAINEL3
Jornalismo em Tempo de Economia Verde


Amélia Gonzalez – editora do caderno Razão Social – O Globo (A confirmar)
Sonia Araripe – editora revista Plurale (A Confirmar)
Ricardo Voltolini – Editor revista Ideia Sustentável (A confirmar)
Ricardo Arnt - Revista Planeta (A confirmar)
Moderação
Ricardo Young – ex-presidente do Instituto Ethos (A Confirmar)

PAINEL4
O jornalismo científico e o diálogo imprensa/academia


Ulisses Capozolli – Editor da Scientific America Brasil (A confirmar)
Eduardo Geraque (A confirmar)
Wilson da Costa Bueno (Confirmado)
Renato Janine
ñ Moderação
Ilza Girardi (Confirmada)

PAINEL5
As novas pautas da sustentabilidade


Andrea de Lima – ex-gerente de comunicação do instituto Ethos (A confirmar)
Sonia Favaretto – diretora de comunicação da BM&F Bovespa (A Confirmar)
Celso Marcondes – diretor da revista Carta Capital (A Confirmar)

Moderação: Reinaldo Canto – ex-diretor de comunicação do Greenpeace (Confirmado)

PAINEL6
Sustentabilidade no Rádio e na TV


Maria Zulmira – Repórter e produtora de TV (A confirmar)
Paulina Chamorro – Gerente de Meio Ambiente da Rádio Eldorado (A confirmar)
Sergio Abranches (A confirmar)
Moderação
João Batista Santafé (A confirmar)

PAINEL7
Redes Sociais e Sustentabilidade


Alan Dubner (Confirmado)
Ismar Soares – Prof. Educomunicação USP (A confirmar)
Luis Nassif (A confirmar)
Luiz Antônio Prado (colunista da REBIA -A confirmar)
Moderação
Henrique Camargo – Mercado Ético (A confirmar)
PAINEL8
Cidades Sustentáveis


Andrea Young – Unicamp / INPE (A confirmar)
Luanda Nero – jornalista do Movimento Nossa São Paulo (A confirmar)
Rafael Greca ( A confirmar)
Moderação
André Trigueiro (Confirmado)

06 setembro 2011

AS NOVAS PAUTAS DA SUSTENTABILIDADE

8hs/aula
Período: 01 de outubro de 2011, sábado, das 9h00 às 18h00

Quem pode participar: jornalistas, estudantes de Jornalismo e demais profissionais de comunicação e ONGs

Vagas: 25

Local do curso: Espaço Vladimir Herzog, Rua Rego Freitas, 530 – Sobreloja – sede do Sindicato dos Jornalistas – V. Buarque (estação República do metrô)

Os interessados deverão fazer sua pré-inscrição aqui no site
A pré-inscrição garante a vaga até 23/09/2011, último dia para pagamento.


Valores:
Para jornalistas sindicalizados e estudantes de Jornalismo pré-sindicalizados
R$ 130,00 à vista ou 2 de R$ 65,00

Para jornalistas, estudantes de Jornalismo não sindicalizados e demais profissionais
R$ 180,00 à vista ou 2 de R$ 90,00

Atenção: Poderá ser oferecido descontos para grupos.
Consulte o Departamento de Formação.

Obs.: Despesas com alimentação, acomodação e estacionamento são por conta do participante


ATENÇÃO
Os que já participaram dos cursos (EXCETO das atividades gratuitas: seminários, cursos e palestras) têm direito a desconto, consulte a tabela com o Departamento de Formação

Objetivo: Abordar os novos desafios da cobertura ambiental e dos temas da sustentabilidade.

Em tempos de Aquecimento Global, Mudanças Climáticas e do Esgotamento dos Recursos Naturais entre outros, qual o papel das empresas de assessoria de imprensa, dos veículos de comunicação e dos jornalistas?

Os novos conceitos, as novas pautas e a quebra dos paradigmas da visão tradicional de se fazer jornalismo, entre elas, crescimento x sustentabilidade.

Docente: Reinaldo Canto é jornalista há 31 anos com passagens pelas principais empresas de televisão e rádio do Brasil. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace Brasil, coordenador de comunicação do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente e colaborador do Instituto Ethos de Responsabilidade Social. Colaborador da Envolverde e colunista da Carta Capital

Para pagamento:

No Sindicato: Rua Rego Freitas, 530 - Sobreloja, de segunda à sexta, das 9h00 às 12h00 ou das 13h00 às 17h30

ou depósito bancário: Santander - Agência 0083 - Conta Corrente 13.001.669/9
Favorecido: Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo,
CNPJ 62.584.230/0001-00

Importante: Enviar o comprovante para cursos@sjsp.org.br ou para o fax (11) 3217 6299 ramal 6232.

Atenção: Optando pelo pagamento parcelado, entregar os cheques pré-datados no 1o. dia de aula.
Outras formas e datas para pagamento, consulte o Departamento de Formação.

ACEITAMOS CARTÃO DE CRÉDITO, nesse caso, o pagamento deverá ser feito SOMENTE em nossa sede.


CERTIFICADOS: Os certificados, expedidos pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, serão fornecidos após a freqüência em, no mínimo, 70% das aulas.

Atenção: Em caso de desistência:
- antes do início do curso: ressarcimento de 85% do valor pago;
- após o início do curso e com até 50% de aulas já ministradas: 50% do valor do curso;
- com mais de 50% das aulas ministradas: não haverá ressarcimento.

05 setembro 2011

Jornalistas ambientais do Brasil se preparam para cobrir a Rio+20

Os profissionais da mídia e estudantes começam a se aquecer para a cobertura da Rio+20 já em novembro deste ano, entre os dias 17 e 19. A oportunidade é o IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental (IV CBJA), realizado na cidade do Rio de Janeiro-RJ, pela Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental



Quando a preocupação é com o desenvolvimento sustentável, a Rio+20 é a mais importante reunião na agenda mundial. Para colaborar com essa desafiadora cobertura da mídia, o IV CBJA contará com painéis, debates e oficinas voltados ao tema. A abertura dessa programação fica por conta do pensador Ignacy Sachs, ecossocioeconomista da École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris.



Outros temas em voga na agenda ambiental brasileira também serão tratados em palestras de inspiração, painéis, minicursos e oficinas do CBJA: vão desde economia verde até o uso das redes sociais, passando por espiritualidade, resíduos sólidos e impactos das mudanças climáticas. Pela primeira vez o CBJA terá inscrições gratuitas, graças ao patrocínio master de Fundo Vale e Petrobras e patrocínio premium de Fundação Banco do Brasil, Itaú, Caixa e Governo Federal. Os interessados já podem se inscrever pelo site oficial www.jornalismoambiental.org.br .



Na agenda

O quê: IV Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental

Onde: PUC-RIO - rua Marquês de São Vicente, 225 - Gávea, Rio de Janeiro-RJ

Quando: 17, 18 e 19 de novembro de 2011



INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Ana Carolina Amaral: carol@envolverde.com.br / 11 8639-3152
Daiani Mistieri: daianimistieri@gmail.com / 11 9185-1332
Site oficial: www.jornalismoambiental.org.br

03 setembro 2011

SEMINÁRIO ENERGIAS RENOVÁVEIS

ENERREM 2011

SEMINÁRIO DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

BIOMASSA, EÓLICA E PCHs

01 de setembro de 2011
São Paulo SP



Metodologia:

Apresentação de Palestras
Exposição dialogada, com apoio de slides;
Discussões em grupo;
Estudo de casos empresariais.

Público Alvo:

Presidentes, diretores gerais, membros de conselho, gerentes de áreas industriais, ambientais, finanças, novos negócios, energia, eficiência energética, investidores, bancos, associações e federações, organizações governamentais, consultorias, advocacias, novos negócios.

Benefícios:

Neste seminário você irá aprimorar os principais conceitos sobre energias renováveis.

Programação:

08h45 - Recepção e entrega das credenciais

09h00 – Abertura do evento pelo Presidente de Mesa, Reinaldo Canto, jornalista especializado em sustentabilidade

09h10 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL / ASPECTOS JURÍDICOS

• Cenário Ambiental
• Compensações ambientais em empreendimentos
• Critérios Ambientais
• Legislação
• Riscos no licenciamento ambiental dos projetos

Werner Grau Neto, Advogado/Sócio Especialista Área Ambiental
Pinheiro Neto Advogados


10h45 – Coffee break

11h00 – ESTUDO DE CASO PARA BIOMASSA

• Bioeletricidade
• Contexto Atual
• Potencial até 2020
• Desafios para seu desenvolvimento

Zilmar de Souza, Especialista em Bioeletricidade
Única – União da Indústria de Cana-de-açúcar


12h00 – O FINANCIAMENTO DO BNDES A PROJETOS DE BIOELETRICIDADE, EÓLICOS E PCH´S (Pequenas Centrais Hidrelétricas)
• A contribuição dos bancos para as energias renováveis
• Pacotes específicos para investimentos em energias renováveis
• Condições de financiamento e vantagens para o investidor
Ana Raquel Paiva Martins, Ger. do Depto de Energias Alternativas
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

13h00 – Almoço

14h10 – ASPECTOS TRIBUTÁRIOS
• Regime tributário
• Questões tributárias relevantes para energias renováveis
• Benefícios fiscais existentes no setor
Dra. Mariangela Azevedo, Advogada-Sócia Azevedo Moraes Advogados Associados


15h10 - Estudo de Caso - Projetos de Energia Eólica e Pequenas Centrais Hidrelétricas

A Ersa planeja e desenvolve suas atividades aplicando tecnologia, processos e insumos que contribuam para a qualidade sociaoambiental. Atualmente, conta com um portfólio de projetos composto por 11 PCHs em operação, 1 PCH e 4 parques eólicos em construção, além de 5 projetos de PCHs e 2 complexos eólicos em preparação para construção.

Nesta apresentação o seminarista falará sobre as principais características, desafios e peculiaridades deste tipo de projeto.

Marcio Severi, Especialista em Assuntos Regulatórios, Superintendente de Comercialização e Regulação
CPFL - Renováveis

16h10 - Coffe break

16h30 - MESA REDONDA PARA DISCUSSÃO DOS PONTOS CHAVE.

Participação dos seminaristas e presidente de mesa (Reinaldo Canto) para debater as questões mais importantes e estratégicas deste mercado.

17h30 – Encerramento do evento
INFORMAÇÕES

Data:
10 de Agosto de 2011

Carga Horária:
08 horas

Horário de realização:
Das 09h00 as 17h30

Investimento:
R$1.890,00
(incluindo material de apoio, certificado, estacionamento, almoço e coffee-break)

Local:
Hotel a definir
São Paulo – SP

26 agosto 2011

A publicidade e o consumo consciente

Não deveria ser uma tarefa das mais complicadas redirecionar o trabalho dos publicitários para um apoio efetivo no atendimento aos critérios da sustentabilidade


Por Reinaldo Canto*

A publicidade exerce um papel de protagonismo nas relações de mercado sendo um meio fundamental na disponibilização de informações sobre produtos e serviços aos consumidores. Raras são as empresas que não fazem uso sistemático desse meio para garantir o crescimento de suas vendas.

Afinal, como diz o ditado, “a propaganda é a alma do negócio”. Por essa razão somos diuturnamente bombardeados por peças de propaganda materializadas, muitas vezes, como num passe de mágica por meio de imagens ou jingles poderosos e inesquecíveis.

Para garantir esse efeito eletrizante, as agências trabalham com dezenas, centenas de profissionais extremamente criativos em busca da mensagem perfeita que vá “fisgar” o cliente/freguês/consumidor para a compra do que se pretende vender.

O grau de sofisticação alcançado pelo setor e o desenvolvimento da capacidade de convencimento não coloca em dúvida as incríveis habilidades dos publicitários em, conforme se dizia antigamente, “vender geladeiras para esquimós”. Mas será que já não passamos do limite e tenhamos que rever alguns dos valores dominantes no setor?
Será mesmo que vender uma geladeira ou outro produto qualquer para quem não precisa deva ser visto como positivo ou uma simples trapaça?

Apologia ao consumismo

Vivemos um momento delicado e único da nossa história no qual a combinação entre consumo e alta tecnologia propiciou acesso inédito a produtos antes disponíveis para alguns poucos privilegiados.

Claro que o fato de mais pessoas poderem adquirir produtos é algo muito positivo, apesar de ainda imperar uma grande desigualdade. Mas por outro lado, esse consumo, muitas vezes completamente irracional vem causando uma inédita pressão sobre as fontes energéticas e uma utilização predatória e insana dos recursos naturais do planeta.

E a publicidade possui uma cota significativa de responsabilidade nessa equação totalmente desequilibrada. Afinal, boa parte do que lemos, ouvimos e assistimos em anúncios associam determinados produtos ao que certamente, eles não correspondem, melhor dizendo, felicidade, satisfação, conquista e até mesmo amor e respeito.

O apelo cotidiano à emoção e a plena satisfação de desejos via mensagens publicitárias na compra de coisas nem sempre úteis ou realmente necessárias só
multiplica a sensação de que algo muito errado domina os destinos da humanidade.

A pressão vertiginosa para a compra do último modelo, mais moderno, sofisticado, com design mais arrojado do que o adquirido pouco tempo antes, imprime ao consumidor desavisado, uma terrível espiral criando a necessidade de consumo da qual nunca será possível estar totalmente satisfeito. Aí não é preciso muito esforço para concluir que estejamos no atual processo de destruição do essencial para produzir o supérfluo e o descartável.

Lixo é sinal do desequilíbrio

Nesse sentido é bastante emblemático o gigantesco aumento na geração de lixo. Em 2010, o Brasil produziu 60,8 milhões de toneladas dos chamados resíduos sólidos urbanos.
Essa quantidade foi 6,8% mais alta que a registrada em 2009 e seis vezes maior que o crescimento populacional que, no mesmo período, ficou em pouco mais de 1%. Podemos aí ter visões diferentes e complementares para a mesma questão: se aumentou a quantidade de lixo é sinal que cresceu também o consumo, por outro lado significou maior desperdício, consumismo exacerbado, aterros e lixões esgotados, contaminações e, consequentemente, grandes problemas no horizonte. (ver também: http://www.cartacapital.com.br/sociedade/brasil-perde-de-goleada-para-a-sociedade-do-desperdicio).

Hora de Mudar?

Sem que se abandonem seus objetivos profissionais e, claro, contando com o apoio fundamental dos anunciantes, a categoria dos publicitários não poderia colaborar para que o consumidor faça as melhores escolhas para si e para o planeta? Como? É óbvio que muito terá de se discutir sobre o assunto, mas algumas sugestões poderiam aos poucos fazer parte da realidade dos anúncios.

Por que não informar mais sobre o produto em questão focado nas suas características reais ao invés de usar pirotecnia e subterfúgios para convencer o comprador?
Pois ao abrir um pote de margarina difícil acreditar que a vida ficará melhor e mais feliz, não é mesmo? Por que não abordar no anúncio as funcionalidades do produto em lugar de substituir essa análise pela falsa sensação da conquista e do status?

Algumas propagandas de carros, por exemplo, procuram associar características ao veículo que, efetivamente não fazem parte da venda.

Tenho certeza que com a genialidade dos nossos publicitários já demonstrada pelos inúmeros prêmios internacionais recebidos ao longo dos anos, não deverá ser uma tarefa das mais complicadas redirecionar seu trabalho para um apoio efetivo no atendimento aos critérios da sustentabilidade e ao consumo consciente.
Certamente, eles também irão se beneficiar ao longo do tempo. De qualquer maneira, caberá aos responsáveis pelos anúncios, os verdadeiros agentes dessas transformações, caso entendam a urgência de fazer a parte que lhes de dever e direito nesse processo, ou seja, o de implementar ações em prol de um desenvolvimento sustentável, equilibrado e racional. Com a palavra os publicitários!!!

* Reinaldo Canto é jornalista, consultor e palestrante. Foi diretor de Comunicação do Greenpeace e coordenador de Comunicação do Instituto Akatu. É colunista da revista Carta Capital, colaborador da Envolverde e professor de Gestão Ambiental na FAPPES.

Artigo publicado originalmente na coluna do autor, Cidadania & Sustentabilidade, no site da revista Carta Capital. http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-publicidade-e-o-consumo-consciente

Blog: cantodasustentabilidade.blogspot.com
Linkedin: Reinaldo Canto
Facebook: Reinaldo Canto
MSN: rreicanto@hotmail.com
Skype: reinaldo.canto
Twitter: @ReinaldoCanto

08 agosto 2011

11º EDIÇÃO DO PRÊMIO DE REPORTAGEM SOBRE A MATA ATLÂNTICA DIVULGA SEUS FINALISTAS


Vencedores nas categorias Impresso, Televisão e Internet serão conhecidos dia 10 de agosto em São Paulo.



A Aliança para a Conservação da Mata Atlântica, uma parceria entre as ONGs Conservação Internacional e Fundação SOS Mata Atlântica, anuncia no dia 10 de agosto, em São Paulo, os vencedores da 11º edição do Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica.



Com o objetivo de promover o jornalismo ambiental no Brasil, fomentar a produção de reportagens sobre a Mata Atlântica e reconhecer a excelência profissional de jornalistas que cobrem temas ambientais, a iniciativa existe no Brasil desde o ano 2001 e conta com o patrocínio de Bradesco Capitalização, apoio do Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ) e da Federação Internacional de Jornalistas Ambientais (IFEJ).



Além das tradicionais categorias Impresso e Televisão, em 2011, o Prêmio ganhou uma nova categoria destinada a reportagens de Internet, um segmento que cresce vertiginosamente no meio jornalístico e consolida-se como um dos principais canais de informação para o público em geral.



Foram inscritas 75 matérias na categoria Impresso, 46 reportagens na categoria Televisão e 30 matérias na categoria Internet.



Confira a lista de finalistas (em ordem alfabética):


Impresso:



- Giovana Girardi, da Revista Unesp Ciência, com a matéria “O Código Florestal ao arrepio da ciência” (outubro de 2010);



- Maria Guimarães, da revista Pesquisa Fapesp, com a matéria “Marionetes de oito patas” (24/3/2011);



- Sérgio Adeodato, da revista Terra da Gente, com a matéria “O recobrimento do Brasil” (novembro de 2010).



Televisão:



- Claudia Tavares, do programa Repórter Eco, da TV Cultura, com a reportagem “Litoral Norte – Encostas” (16/3/2011);



- José Raimundo Carneiro de Oliveira, do Jornal da Globo, da Rede Globo, com a reportagem “Carvão do Piauí” (10/1/2011);



- Simone Pio Viana, da Rede Minas Televisão, com a reportagem “Árvores da Mata Atlântica” (28/3/2011).



Internet:



- Bernardo Vicente Tabak, do portal G1, com a matéria “Projeto de biólogo mostra degradação do meio ambiente no Rio” (27/6/2010);



- Daniel Carvalho de Mello, da Agência Brasil, com a matéria “Barragem do Valo Grande” (19/1/2011);



- Thais Teisen Rodrigues, do portal Ciclo Vivo, com a matéria “Ambientalista trabalha para recompor a orla da represa de Guarapiranga” (27/12/2010).



Os vencedores das três categorias poderão participar de uma viagem internacional com foco em jornalismo e meio ambiente. A premiação inclui passagem aérea de ida e volta, em classe turística, da cidade de residência do ganhador até a cidade do evento, além de hospedagem e refeições. Os segundos e terceiros colocados em cada categoria receberão R$ 5.000 e R$ 2.500, respectivamente, além de troféu e certificado no evento do dia 10.





O Júri



Para avaliar cada categoria, há um júri formado por cinco profissionais das áreas de comunicação e conservação ambiental, sem a participação de representantes das instituições organizadoras. Para chegar aos vencedores, o júri faz uma avaliação de todas as reportagens, sem ver a quem elas pertencem, atribuindo notas de 0 a 10 em vários critérios para a categoria Impresso (estilo, conteúdo informativo, fontes, “digestão” da informação e tema); para a categoria Televisão (imagens e edição, conteúdo informativo e texto, fontes e entrevistas e tema); e na categoria Internet (estilo e “digestão” da informação, conteúdo informativo, fontes, conteúdo de hipermídia e tema).



As matérias participantes desta edição na categoria Impresso foram avaliadas pelo júri composto por: Adalberto Marcondes, Paulo Lyra, João Paulo Ribeiro Capobianco, Ricardo Ribeiro Rodrigues e Rachel Biderman.



Na categoria Televisão, o júri foi formado por: Francisco César Filho, Luciano Candisani,

Sérgio Tulio Caldas, Maria Cecília Wey de Brito e Adriano Paglia.



Já as matérias concorrentes na categoria Internet foram avaliadas por: Haroldo Castro, Liana John, Wilson Bueno, Reinaldo Canto e Daniela Ramos.





Sobre a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Parceria entre a Conservação Internacional e a Fundação SOS Mata Atlântica, a Aliança para a Conservação da Mata Atlântica foi criada em 1999 para ampliar a escala de atuação das duas organizações, a partir de uma estratégia comum, em favor da conservação da Mata Atlântica. Com a proposta de diminuir o processo de destruição de um dos biomas mais ameaçados do planeta, a união entre as instituições está fundamentada em duas linhas estratégicas: Áreas Protegidas e Comunicação para conservação. Dentre os principais projetos conduzidos pela Aliança estão o Prêmio de Reportagem sobre a Mata Atlântica e o Programa de Incentivo às Unidades de Conservação Públicas e Privadas da Mata Atlântica. Para conhecer mais sobre o Prêmio, visite www.premioreportagem.org.br.



02 agosto 2011

A ATMOSFERA DA COPA E O AR DA CIDADE

Artigo publicado no Jornal da Tarde, em 01/08/2011

JT
OPINIÃO
01/08/2011
2A
SÃO PAULO

-------------------------------------------------------------------------------

A OPINIÃO DE

Reinaldo Canto

JORNALISTA, CONSULTOR E PALESTRANTE ESPECIALIZADO

EM SUSTENTABILIDADE



A atmosfera da Copa e o ar da cidade

São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios


A realização da Copa do Mundo e a qualidade do ar de São Paulo seriam temas distintos, caso não tivessem um encontro traçado pelo destino. E, neste momento, não me refiro à densa névoa que cobre os preparativos para a Copa do Mundo, cercados de mistério e de negociações nebulosas que deixam o ar irrespirável. Na verdade, ambos os assuntos deverão ser discutidos por nativos e turistas daqui a três anos em 2014, afinal nesta mesma época, os problemas que afetam as condições atmosféricas deverão estar ainda piores do que as registradas nos últimos dias.

A triste combinação entre frio, ar seco e poluição já é responsável por um aumento de 62% das internações na capital paulista, conforme noticiado pelo JT (18/07). Fatos não raros que se repetem ano após ano, inclusive com registros de mortes diretamente ligadas aos crescentes e inaceitáveis índices de poluição do ar. E, infelizmente, a população não pode contar com ações realmente sérias do poder público para ao menos reduzir as suas principais causas.

Tais problemas, é claro, não surgiram recentemente. São várias décadas de obras privilegiando a ocupação dos espaços vistos apenas como boas oportunidades de negócios. Faltaram e continuam faltando planejamento e bom senso. Resultado: mais poluição e menos qualidade de vida.

Se hoje já contamos com mais de 7 milhões de veículos circulando por nossas entupidas ruas, a entrada de mais de mil novos carros emplacados diariamente na cidade só faz imaginar que durante a Copa os problemas serão multiplicados. Mesmo com automóveis menos poluentes, não é possível imaginar que teremos em 2014 um ar mais puro para respirar.

O ritmo frenético dos lançamentos imobiliários é outro fator que colabora para piorar as condições climáticas ao eliminar áreas verdes para a subida indiscriminada de espigões. Uma troca nefasta de árvores que absorvem gás carbônico deixando em seu lugar uma cidade mais impermeabilizada e cinza. Uma equação bastante simples e óbvia que agrava os casos de enchentes e aumenta a sensação de calor no verão. Já nestes dias de inverno, entre outros problemas, contribui para dificultar a dispersão de poluentes.

Tempo existe para mudar esse estado de coisas e alterar o caminho de São Paulo rumo a um desenvolvimento mais sustentável. Mas é preciso que, restando três anos para a abertura da Copa do Mundo, nossas autoridades pensem e respirem profundamente, com cuidado para não se intoxicarem, e comecem já a agir em prol da cidade para as pessoas. Mais transporte coletivo e mais áreas verdes serão muito bem-vindas. Afinal, com Copa ou sem Copa, os milhões de habitantes de São Paulo vão permanecer por aqui, vivendo e respirando, quem sabe, ares melhores num futuro próximo.